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E COM VOCÊS: O ÔMEGA 3!
E COM VOCÊS: O ÔMEGA 3!

Conforme vimos anteriormente, mostramos como surgiu o interesse pelo Ômega 3.

Neste estudo, vamos apresentar, embora de forma reduzida, o que é o Ômega 3.

Ômega 3Os ômegas-3 são ácidos graxos essenciais para o desenvolvimento e bom funcionamento do corpo humano. Há quatro ácidos que são conhecidos por suas iniciais, EPA, DHA e DPA, que são encontrados principalmente em peixes gordos (salmão, atum, cavala, arenque, sardinha e anchova) e ALA, encontrado em óleos vegetais (nozes, óleo de colza, soja, linho) e, em menor quantidade nas carnes, laticínios e ovos.

O ácido graxo poli insaturado (AGPI) do tipo ômega-3 é classificado como de cadeia longa por ter 14 a 22 átomos de carbono, como do tipo poli insaturado por ter mais de uma dupla ligação e recebe a denominação ômega-3 por conter a primeira dupla ligação no carbono 3 a partir do radical metil. O interesse em estudar AGPI ômega 3 começou a partir da observação epidemiológica de menor incidência de doenças cardiovasculares em esquimós, relacionada à sua dieta. Descobriu-se, então, que o fator de proteção eram os AGPI ômega-3 que estão presentes em grande quantidade em alguns peixes de regiões frias, principalmente salmão, atum e truta, muito consumidos pelos esquimós.

O consumo dos AGPI ômega-3 está associado à diminuição de níveis de colesterol total, triglicérides e, consequentemente, aumento dos níveis de lipoproteínas de alta densidade (HDL). Os esquimós, apesar do alto consumo de dietas ricas em gordura, apresentavam baixos níveis de colesterol total, triglicérides, lipoproteínas de densidade muito baixa (VLDL) e níveis maiores de lipoproteínas de alta densidade (HDL), fatores relacionados a menores índices de doenças cardiovasculares. Nessa população, essas doenças tinham baixos índices de mortalidade em relação à população norte-americana (10,3% x 50%).

Simultaneamente às observações positivas para variáveis cardiovasculares nos esquimós, foi apontada nessa população baixa incidência de doenças autoimunes e inflamatórias, como psoríase, asma, diabetes tipo I e esclerose múltipla. Em contraste, a dieta consumida no ocidente e em países industrializados é rica em AGPI do tipo ômega-6 (devido principalmente ao grande consumo de óleos vegetais e gordura saturada) e contém pouco AGPI ômega-3 (por redução no consumo de peixes), o que explica a maior predominância de AGPI ômega-6 sobre os ômega-3 na estrutura das membranas celulares. As dietas ocidentais têm razão ômega-6/ômega-3 próxima de 10 por 1 a 20 por 1. O aumento no consumo de AGPI ômega-3 substitui parcialmente os AGPI ômega-6 na membrana celular (exemplo: eritrócitos, plaquetas, linfócitos, monócitos, células endoteliais e hepatócitos) e está relacionado a efeito protetor em diversas condições inflamatórias e autoimunes. O AGPI ômega-3 pode também aliviar sintomas em pacientes com artrite reumatoide e doença inflamatória intestinal. Isso tem sido atribuído à ação inibitória sobre a produção de eicosanoides 2 e citocinas3 pró-inflamatórias nos tecidos periféricos.

Ômega 3

(Ao lado, representação química do Ômega 3)

A proteção do organismo contra agentes infecciosos e diferentes insultos é crucial para a manutenção de sua integridade e equilíbrio. No decorrer da evolução humana, a natureza selecionou um sistema integrado de eventos teciduais, bioquímicos e celulares que trabalham orquestradamente no reconhecimento, contenção e destruição de patógenos e de células infectadas ou lesadas. O processo inflamatório é parte desse sistema e participa da resposta imune imediata à infecção ou à lesão. A inflamação é caracterizada pela presença de rubor, edema, calor, dor e perda de função, que ocorrem em resposta ao aumento do fluxo sanguíneo e da permeabilidade vascular, desencadeados por mediadores inflamatórios, como as aminas, os eicosanoides (mediadores inflamatórios lipídicos) e as citocinas (exemplos: histamina, bradiquinina, leucotrienos, interleucina-1, fator de necrose tumoral-alfa e interferon-gama). Apesar de ele constituir um evento normal da resposta imune, diferentes condições, como trauma e cirurgia, podem induzir a ativação excessiva do processo inflamatório que, se persistirem, provocam danos a tecidos e órgãos.

Os AG poliinsaturados (PUFA) e monoinsaturados (MUFA) são capazes de influenciar a produção de citocinas e a resposta tecidual. De uma maneira geral, gorduras ricas em AG do tipo ômega 3 (AG ômega-3) e MUFA, ou pobres em AG do tipo ômega 6 (AG ômega-6) reduzem a resposta inflamatória sistêmica. Alguns sintomas inflamatórios específicos podem ser suavizados pelo uso de AG ômega-3 em condições como artrite reumatoide, psoríase, asma, esclerose múltipla, doença de Crohn e colite ulcerativa.

Ácidos graxos ômega-3 exercem efeito anti-inflamatório por pelo menos três mecanismos. Primeiro, influenciam a composição fosfolipídica da membrana celular, resultando na síntese de mediadores lipídicos com menor potencial inflamatório que mediadores derivados dos AG ômega-6. Segundo, agem como agonistas de PPAR (receptor de ativação de proliferação de peroxissomas), cuja ativação exerce efeitos anti-inflamatórios. Terceiro, os AG ômega-3 estabilizam o complexo NFkB/IkB, suprimindo a ativação de genes envolvidos no processo inflamatório.

Estudos clínicos mostram que a nutrição parenteral (NP) enriquecida com AG ômega-3 exerce efeitos benéficos em pacientes com sepse. Nesse sentido, Mayer e colaboradores demonstraram o efeito da terapia nutricional parenteral (NP) enriquecida com AG em 19 pacientes. Desses, nove pacientes receberam NP enriquecida com AG ômega-3 e 10 pacientes receberam NP enriquecida com AG ômega-6. Observou-se então que a produção de citocinas pró-inflamatórias aumentou significativamente no grupo de recebeu NP enriquecida com AG ômega-6. Ao mesmo tempo, a infusão de NP enriquecida com AG ômega-3 não só reduziu a capacidade das células mononucleares de produzir citocinas, mas também diminuiu a adesão e migração endotelial de monócitos.

Imunidade

(O Ômega 3 fortalece o sistema imunológico).

Considera-se que o AGPI ômega-3 tem papel maior no mecanismo de defesa do sistema imune. Dessa maneira, a produção de citocinas pró-inflamatórias é atenuada e outros processos celulares são modulados beneficamente na presença de EPA e DHA. No entanto, os AGPI ômega-3 também exercem outros efeitos que parecem ser independentes da modulação da produção de eicosanoides. Evidências científicas preliminares indicam que AGPI ômega-3 podem influenciar diretamente a produção de citocinas, inibindo a produção de fator de necrose tumoral alfa (TNF-alfa) e de interleucinas IL-1beta e IL-6 por células imunocompetentes, em modelos de cultura celular. A suplementação com ômega-3 em voluntários saudáveis diminuiu a capacidade dos monócitos de sintetizar IL-1 e TNF.

Em seu estudo, publicado na revista “British Medical Journal”, os pesquisadores chineses observam, no entanto, que só o ômega-3 de origem marinha tem sido associado a um risco reduzido de câncer de mama, nenhuma “associação significativa” foi observada com os outros ômegas-3.

Em agosto de 2015, um estudo publicado na revista especializada Nature Communications realizado por pesquisadores da Universidade de Melbourne na Austrália e da Universidade de Viena (MediUni Wien) na Áustria, mostrou que tomar diariamente o omega-3 (em particular de óleo de peixe) durante 12 semanas por ano permitiu uma redução de 40% para 10% o número de casos de psicoses (ex. esquizofrenia), entre jovens de 13 a 25 anos. Este estudo foi realizado com 81 participantes com risco elevado de psicose, apresentavam principalmente sintomas leves de transtornos mentais ou um risco genético, como a psicose na família.

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